De repente eu pego um rapaz me observando do balcão. Olhava-me como se tentasse me reconhecer. E de repente...
- Oi, Summer?- falou já se sentando ao meu lado.
- Oi... Bom, estou em desvantagem. Você sabe o meu nome, mas eu não sei o seu. –sorri
- Ah! Desculpe minha ignorância. –Pegou minha mão, deu um beijo na palma superior, e sorriu como um anjo. – Prazer, Ashton. Mas Ash se preferir.
- Prazer. Mas como o senhor sabe meu nome?
- Pareço tão velho assim para ser chamado de senhor? E conheço-lhe de fontes seguras- riu.
- É o costume de chamar os mais velhos de senhores.
- Não sou tão velho quanto imaginava, é apenas charme. – deu um sorriso torto que quebraria o joelho de qualquer um.
Jogamos conversa fora por alguns poucos minutos. Eu o via e sentia meu coração bater forte, podia ser apenas atração por aqueles lindos olhos negros onde eu podia me afundar profundamente. Era cedo pra dizer, mas eu sentia que era amor! Olhou pro relógio, marcavam 17:55.
- Nossa! Eu acabei perdendo a hora, tenho um compromisso muito importante.
- Ah! Mas já? – sorri. Tudo bem.
- Aliás, parabéns Summer.
- Como você sabe que hoje é meu aniversário?- perguntei realmente curiosa.
- Intuição masculina! Percebi pelo seu sorriso que mostra que está tornando-se uma linda moça.
Sorri envergonhada. Deu-me um beijo na testa, e saiu. Fiquei sentada ali, quer dizer fui ao céu e voltei.
- PUTA MERDA!- toda a lanchonete me olhou, coloquei a mão na boca. O JANTAR COM A MÃE.
Sai correndo pra casa, entrei, ela estava sentada no sofá batendo o pé. Sorri pra ela, e subi pro quarto pra tomar banho e trocar de roupa. Cheguei no quarto tinha um vestido roxo curto em cima da mesa, olhei por alguns minutos, do lado havia uma pulseira prata com pedrinhas lilases. O meu anel prata e meu colar com um F. O pingente era do meu pai, Frederick. Minha mãe me deu quando ele faleceu. No chão tinha uma caixa com um par de sandálias pretas, olhei para o salto. Arregalei os olhos.
- É bom ela me levar de carro por que nem louca eu vou andar com duas agulhas dessas debaixo dos pés.
Fiz o de costume. Desci as escadas. Olhei bem para minha mãe e ri.
- Se esse for meu presente, pode ir devolvendo na loja e ir comprar a bateria que eu pedi.
Riu e não disse nada, apenas me puxou para a garagem. Lá estava a bateria mais perfeita do mundo.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!- pulei em cima dela. – Eu já disse que você é a melhor mãe do mundo inteiro?
- Puxa saco, desce que você tá amassando o vestido. Vamos logo.
Ri e apenas entrei no carro. E fomos para o restaurante.
- Filha, antes nós vamos lá à academia que eu esqueci meu celular.
- Tá bom.
Chegando lá, ela parou o carro. Caramba nunca tinha percebido, aquele lugar a noite era sinistro mano.
- Vamos ué?
- Que? Vai lá e pega o celular, mulher!
- Tá louca menina? Não entro lá sozinha nem doida.
- Mãe!
- Filha- fez cara de cachorro sem dono. – é o meu celular, você sabe que eu não sei viver sem ele!
Bufei.
- Tá bom. – abri a porta do carro e sai.
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